01/04/2012

Saiba usar os diversos “Porquês”

porqueeeeeeeeeeeeeeeeeee
Embora quase ninguém, hoje em dia, se preocupe em escrever corretamente o Português, mostramos aqui 4 regrinhas para o uso correto das diversas formas da palavra “porque”.
1. Use “por que” (separado, SEM acento):
Em frases interrogativas.
Ex.: Por que você me deixou esperando todo esse tempo?;
Por que você não se habitua a ler jornais.
Em afirmações, desde que no seu emprego esteja a idéia de motivo, causa, razão, pelo qual, para que.
Ex.: Não sei por que esse aluno é tão rebelde;
O deputado explicou por que precisa de mais tempo para apresentar seu relatório; Era o apelido por que (pelo qual) era conhecido; O assessor estava ansioso por que começasse a votação.

2. Use “porque” (tudo junto, SEM acento):
Quando a pergunta é acompanhada de uma hipótese de resposta.
Ex.: Você não votou porque é contrário ao projeto?
Essa medida provisória merece prosseguimento na tramitação porque é urgente?.
 Quando uma locução introduz uma explicação, um motivo.
Ex.: O deputado disse que votou contra o projeto porque o considerou lesivo aos interesses do país.

3. Use “por quê” (separado, COM acento):
Quando colocado no final da frase ou antes de pausa, tiver o sentido de motivo, razão pela qual.
Ex.: O cantor estava inquieto, sem saber por quê;
Advertido pelo presidente da Mesa, o deputado quis saber por quê
ninguém lhe dava atenção. Você faltou à aula por quê?.

4. Use “porquê” (tudo junto, COM acento):
Quando for substantivado (ou seja, usado como substantivo), no lugar de um desses:motivo, causa e forma, com a preposição “por”, uma só palavra.
Ex.: Não entendo o porquê da sua revolta;
A mãe deixou de fazer o almoço e não explicou o porquê;
Há muitos porquês para a queda do edifício

INTERNET deixa mais burro ou mais inteligente?

internetttt
Os especialistas em tecnologia acreditam que a resposta é “todas as alternativas anteriores”. Numa recente pesquisa, 50% dos entrevistados concordaram que a Internet é um instrumento que estimula talentos e a habilidade de encontrar informações importantes. Mas 42% acreditam que a hiperconectividade deixa o cérebro estúpido, com uma dependência doentia da rede mundial de computadores. Períodos de atenção curta, resultado de interações rápidas, virão em detrimento do foco nos problemas maiores, e provavelmente vamos ter uma falta de desenvolvimento em muitas áreas, tais como tecnologia, e até elementos sociais, como a literatura. As pessoas que irão liderar o avanço serão as que conseguirem acabar com o vício e focar.
Pessimismo online
De acordo com Universidade Elon e o Projeto Pew, que realizaram a pesquisa, a divisão entre os especialistas é algo em torno de 50%. Muitos daqueles que responderam que a geração da Internet levam vantagem intelectual temperaram essa opinião com avisos sobre o perigo do  lado negro do excesso de conectividade. Enquanto eles disseram que o acesso às pessoas e à informação aumentou com a era da Internet móvel, afirmaram também que já estão percebendo deficiências na habilidade de atenção dos jovens, de ser paciente e de pensar com profundeza.
Alguns manifestaram preocupação a respeito das modas que estão levando a um futuro no qual as pessoas serão consumidores idiotas de informação e muitos mencionaram o livro de George Orwell, ‘1984’(*). Poderes centralizados que podem controlar o acesso à Internet conseguirão controlar muito as gerações futuras. Será muito parecido com o ‘1984’, onde o controle foi conseguido usando-se a linguagem para limitar e delimitar o pensamento. Assim, os regimes futuros poderão usar o acesso à Internet para controlar o pensamento coletivo.

(*) “Nineteen Eighty-Four” (em português, “Mil Novecentos e Oitenta e Quatro” – ou “1984”) é um romance do autor inglês Eric Arthur Blair, mais conhecido pelo pseudônimo de George Orwell. No livro, Orwell mostra como uma sociedade oligárquica coletivista é capaz de reprimir qualquer um que se opuser a ela. O romance se tornou famoso por seu retrato da difusa fiscalização e controle de um determinado governo na vida dos cidadãos, além da crescente invasão sobre os direitos pessoais do indivíduo. O nome do programa “Big Brother” foi inspirado no livro de Orwell. No livro, o Big Brother (Grande Irmão) é o líder que tudo vê na anti-utópica Oceania, governante do mundo ocidental, num futuro imaginário. Representado pela figura de um homem, o Grande Irmão vigia toda a população através das chamadas teletelas, governando de forma tirânica e manipulando a forma de pensar dos habitantes.
Otimismo online
Alguns especialistas citam os talentos necessários para navegar na Internet e sugerem que as pessoas que cresceram conectadas vão se destacar. “Não há dúvida de que o cérebro está sendo religado”, afirma Danah Boyd, pesquisadora da Microsoft (foto). “As técnicas e mecanismos para entrar no sistema de atenção rápida serão muito úteis para as pessoas criativas”. Mas é preciso notar que ele é da Microsoft e não poderia dizer o contrário… Outros garantem que o uso da Internet é como um“cérebro exterior”, no qual os fatos são armazenados, liberando um espaço mental que vai além da memorização. “A tomada de lugar da memorização pela análise será o grande boom da sociedade”, afirma Paul Jones, um especialista em novas mídias.
Ainda que haja opiniões divergentes entre os benefícios e os custos do aumento da importância da Internet, os técnicos concordam que certas habilidades e talentos serão importantes para as gerações futuras. Entre elas estão: a habilidade de cooperação para resolver problemas; a de pesquisas efetivas por informação; a de sintetizar informações de várias fontes; a de se concentrar; e a de separar a informação útil do “lixo” da internet.
Existe uma preocupação palpável entre esses especialistas de que as novas divisões sociais e econômicas vão emergir entre aqueles que são motivados e ao mesmo tempo entendem das novas mídias”, declarou o co-autor da pesquisa, Lee Rainie, diretor do Projeto Pew (foto). “Eles pedem uma reinvenção da educação pública para ensinar essas habilidades e evitar os problemas de um estilo de vida hiperconectado”, concluiu.
Diríamos que não existe nada fora de nós mesmos que nos faça bem ou mal. Portanto, não será a Internet nem qualquer outra coisa que nos fará mais inteligentes ou mais estúpidos, mas sim a nossa atitude com relação a essas coisas. Evidentemente, quem passa o dia inteiro vidrado no computador demonstra pouca inteligência. A Internet é simplesmente um instrumento, que tanto pode fazer bem quanto fazer mal, dependendo unicamente de quem o utiliza. O mal e o bem estão sempre dentro de nós, jamais fora.

22/03/2012

SUBSTANTIVO II

SUBSTANTIVOS PARTE II
1.O SUBSTANTIVO II
1.1 Flexão de número
Há dois números em português: singular e plural.
em geral a formação do plural é feita com o acréscimo da desinência -s.
Exemplos: menina/menina-s, rebanho/rebanho-s

1.2 Casos relevantes da flexão de número
a.)Substantivos terminados em -ÃO.
poderão fazer o plural de 3 formas diferentes: aos/ães/ões.
paixões, cidadães, pães.
Alguns, no entanto, apresentam mais de uma possibilidade de plural.
Exemplos: anão(anãos, anões); ancião(anciãos, anciõesanciães); cirurgião(cirurgiões,cirurgiães); verão(verãos, verões); vilão(vilãos, vilões, vilães); vulcão(vulcãos, vulcões).

b.)Plural Metafônico(Metafonia)
Ocorre quando, no plural, a palavra muda o timbre, passando de vogal fechada (/Ô/) para aberta (/Ó/).
Exemplos: forno, fosso, imposto, jogo, miolo, olho, osso, ovo, poço, posto, porco, porco, povo.

c.)Substantivos cuja flexão de numero implica alteração semântica.
Exemplos: bem,bens/ féria, férias/ costa, costas

d.)Substantivos sempre usados no plural.
Exemplos: parabéns, núpcias, bordas, confins, olheiras, cãs.

1.3 Plural dos substantivos compostos
a.)Variam ambos os elementos
Exemplos: aguá-marinha, águas-marinhas/ aguá-viva, águas-vivas/ obra-prima, obras-primas.

a.2)Adjetivo (ou classe com emprego adjetivo) e Substantivo.
Exemplos: quinta-feira, quintas-feiras/ alto-relevo, altos-relevos/ bom-dia, bons-dias.

a.3)Substantivos e Substantivos (com ideia de adição, simultaneidade).
Exemplos: carta-bilhete, cartas-bilhetes/ aluno-mestre, alunos-mestres

b.) São invariáveis
b.1)Frases ou expressões substantivadas
Exemplos:Os louva-a-deus/ Os disse-me-disse/ Os bumba-meu-boi

b.2)Verbos de sentido oposto
Exemplos: os vai-e-volta/ os leva-e-traz

b.3)Verbo e Palavra invariável.
Exemplos: os portas-lápis/ os bota-fora/ os pisa-mansinho/ os cola-tudo

c.)Varia apenas o primeiro elemento do vocábulo.
c.1)Substantivo e Palavra Invariável
Exemplos: joão-ninguém, joões-ninguém/ mapa-múndi, mapas-múndi

c.2)Quando há preposição
Exemplos: mãe-d´ aguá, mães-d´ aguá/ cavalo-vapor, cavalos-vapor

c.3)Substantivo e Substantivo(em que o segundo dá ideia de finalidade, semelhança)
Exemplos: peixe-boi, peixes-boi/ salario-família, salários-família/ célula-tronco, células-tronco

d.)Varia apenas o último elemento
d.1)Substantivos compostos sem o hífen
Exemplos: girassóis, pernilongos, aguardentes

d.2) Compostos com as formas reduzidas GRÃ, GRÃO, RECÉM E BEL.
Exemplos: grão-duques, bel-prazeres, recém-formados


d.3) Verbos e substantivos
Exemplos: lança-perfume, lança-perfumes/ vaga-lume, vaga-lumes/ porta-voz, porta-vozes


d.4) Palavra Invariável e Palavra Variável:
Exemplos: ave-maria, ave-marias/ abaixo-assinado, abaixo-assinados


d.5) Substantivos Compostos com mais de dois elementos (se o segundo NÃO for preposição)
Exemplos: bem-te-vi, bem-te-vis/ bem-me-quer, bem-me-queres


d.6) Palavras repetidas onomatopeias
Exemplos: Reco-reco, reco-recos/ pingue-pongue, pingue-pongues


18/03/2012

SUBSTANTIVO I

SUBSTANTIVOS I
Substantivo:É a palavra variável que nomeia seres, coisas, ações, estados, qualidades, sendo núcleo do sintagma nominal, modificado ou não por adjuntos. 
- Toda palavra modificada por um artigo será substantivo.

1. O SINTAGMA NOMINAL
Quando ocorre um núcleo nominal (substantivo ou palavra com emprego substantivo), podendo haver ou não determinantes a esse substantivo (adjetivos ou palavras com emprego adjetivo), temos o chamado SINTAGMA NOMINAL.

2. ALGUMAS CLASSIFICAÇÕES DO SUBSTANTIVO
2.1 COMUM
Quando ocorre uma designação genérica, isto e, dos seres de uma mesma especie. Em português, e escrito com inicial minuscula.
Exemplos: casa, sonho, atitude, conversa, pessoa, criança, lealdade

2.2 PRÓPRIO
Quando ocorre uma designação particular, isto é, de um ser especifico dentre outros da mesma especie. Em português, é escrito com inicial maiúscula.
Exemplos: Rio de Janeiro, Portugal, Casa Verde, João, etc.

2.3 CONCRETO
É aquele que designa seres ou coisas, reais ou fictícios, verdadeiros ou imaginários, míticos etc,
Exemplos: rua, anjo, espirito, Deus, Maria

2.4 ABSTRATO
É aquele que designa ações, qualidades ou estados.
Exemplo: Amor, lealdade, plantio

3. FLEXÕES DO SUBSTANTIVO
3.1 Flexão de gênero: há dois gêneros no  português, masculino e feminino.
Em geral os masculinos são terminados em O, e os femininos em A.

3.1.1 Substantivos Biformes: É quando o substantivos possui forma para o masculino e para o feminino. 
a.) Desinência de gênero: Os radicais são mantidos e no fim deles (de um ou de ambos) se acrescenta uma desinência de gênero.
Exemplo: filh-O   filh-A,  gat-O   gat-A

b.)Heteronímia: São heterônimos os substantivos que possuem radicais diferentes para designar os dois gêneros.
Exemplos: Homem- Mulher,  Abelha- Zangão

c.) Derivação sufixal: Um dos radicais ou ambos recebem o sufixo para determinar a diferença de gênero.
Exemplo: imperador- imperatriz, galo- galinha


3.1.2 Substantivos Uniformes: São aquelas que apresentem apenas uma forma para os dois gêneros.
a.)Substantivos comuns de dois gêneros: O substantivo não se altera, mas os seus modificadores podem sofrer flexão de gênero.
Exemplo: estudante, atleta, colega, jovem, aspirante, indígena 


b.)Substantivos sobrecomuns: Nem o substantivo nem seus modificadores sofrem flexão de gênero. Em outras palavras, teremos um substantivos com um único gênero para designar ambos os sexos.
Exemplo:a criança, o verdugo, o carrasco, a testemunha


c.)Substantivos epicenos: São aqueles que designam animais, devendo ser acrescentadas as palavras ¨macho¨ e ¨ fêmea ¨ para lhes designar o sexo.
Exemplo: cobra, jacaré, crocodilo, girafa, peixe, onça, borboleta, águia, baleia


4. SUBSTANTIVO CUJA MUDANÇA DE GÊNERO IMPLICA ALTERAÇÃO SEMÂNTICA 
A cabeça: parte do corpo
O cabeça: líder de algum movimento
A capital: cidade que tem alguma prerrogativa
O capital: o dinheiro
A rádio: a estação que transmite 
O rádio: o aparelho
A cura: ato de curar ou curar-se
O cura: o padre
A cisma: mania
O cisma: ruptura religiosa
A caixa: objeto
O caixa: que trabalha com determinada função


5. SUBSTANTIVOS CUJO GÊNERO E DUVIDOSO
a.)São masculinos: Champanha, do, eclipse, telefonema, teorema, lança-perfume, alvará, algoz, cônjuge, sósia, verdugo, clã, carrasco, milhar, milhão, trema, magma, estigma, plasma


b.)São femininos: Aguardente, alface, bacanal, cal, omoplata, cólera, dinamite, elipse, aluvião, hélice, libido, faringe, bólide, cataplasma, comichão


c.)São masculinos ou femininos: Ágape, avestruz, sabiá, gambá, preá, laringe, sentinela, soprano, diabete, íris. 

Fonte: Apostila  de vestibular
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