31/08/2012

O Primo Basílio

O Primo Basílio

 

Ola pessoal quem nunca teve aqueles livros chatos para ler em poco tempo? e qual a melhor coisa para fazer nessas situações?? um bom rezumo claroo! Estou dizendo isso por causa que ja fiz muito isso... agora vem ae um dos top pedidos entre os professores o famos PRIMO BASÍLIO.

Eça de Queirós
"O Primo Basílio" conta a história de Luísa, jovem sonhadora e ociosa da sociedade lisboeta, que acaba envolvida por Basílio, seu primo, com quem se reencontra, após anos de distância. Achando-a sozinha, já que Jorge, o marido, viajara a negócios, Basílio serve-se de sedução e galanteios, até levá-la a se envolver profundamente consigo, tornando-se sua amante. Juliana, a criada, descobre a corres­pondência trocada por ambos e chantageia a patroa.

Após sofrer muitas humilhações e ter que se submeter aos caprichos da crudelíssima criada, Luísa consegue, ajudada por um amigo, reaver as cartas; e Juliana, pressionada a entregá-las, ante as ameaças, acaba morrendo do coração. Após tanto sofrimento, Luísa adoece. Basílio, de há muito, encontra-se longe de Lisboa. Jorge regressa ao lar. Certo dia, chega uma carta do primo para a esposa e o marido intercepta a correspondência e toma conhecimento de tudo que ocorrera.


Desesperado e sofrendo demasiadamente, ainda assim Jorge resolve perdoar Luísa. Ela, no entanto, piora muito ao saber que o marido descobrira tudo o que fizera de errado, e vem a falecer. A reação de Basílio, ao saber da morte dela, é de pesar, por ter perdido sua diversão em Lisboa. Destaca-se, ainda, na obra, a figura do Conselheiro Acácio, amigo do casal, caricatura repleta de formalismo e hipocrisia.


A obra, um dos clássicos da literatura, é de Eça de Queirós.

Personagens do livro



  • Jorge - é engenheiro e trabalha no Ministério das Obras Públicas. Bonito, tem a barba curta, muito fina e frisada. Veste-se com gosto, aprecia a ordem. Não é muito sentimental, não vai a botequins, não faz noitadas com amigos, mantendo-se sério desde que era solteiro, em seus tempos de estudante.
  • Luísa - moça loira, tem olhos castanhos. Sua vida é muito vazia e torna-se uma mulher fútil. Até a chegada de Basílio, não carrega arrependimentos nem culpas. Está sempre em sua casa, apegada a sua leituras românticas. É amiga de Leopoldina, uma mulher leviana e devassa.
  • Basílio - é primo de Luísa e foi seu namorado, em tempos anteriores. Pedante, convencido, é cínico demais, aventureiro, conquistador. Os cabelos são pretos e anelados, mas já apresentam alguns fios brancos. Seu bigode é pequeno e lhe dar uma ar de coragem, orgulho e atrevimento. Sabe cantar bem e seduz com perseverança e experiência.
  • Sebastião - é um amigo íntimo de Jorge. É a única figura realmente boa e decente, dentre os que frequentam a casa de Jorge e Luísa. Conservador, tímido, acanhado, mostra-se um pouco antiquado para a época.
  • Julião - é um parente afastado de Jorge. Fala mal de tudo e de todos. É contra o governo, o sistema, a justiça do mundo. Quando recebe um cargo público, porém, as aparências se alteram. Torna-se então, um "amigo da ordem".
  • Acácio - é aparentemente sério, excessivamente moralista, contudo mantém relações sexuais com sua empregada. Importante é que se mantenha o sigilo desses seus dois lados, pensa ele, mantendo-se as aparências. Formalíssimo, educadíssimo, adora usar frases feitas;
  • Ernestinho: é primo de Jorge. Seu sobrenome, Ledesma, dá-lhe um ar ridículo, de lesma pegajosa. É pequeno, pálido, romântico, escreve seguindo o interesse do público. A peça "Honra e Paixão", escrita por ele, é um dramalhão de caráter romântico. De vontade fraca, não tem estilo próprio.
  • Juliana - personagem de peso, a mais complexa e elaborada de toda a obra, ela impressiona por sua vida interior. Magra, feia, solteirona, virgem, empregada há muitos anos, sente-se desesperada ao perceber que não terá meios para deixar essa condição de vida. Quer progredir, mudar sua posição social, e fica arrasada todas as vezes em que vê seus sonhos frustrados. Cada vez mais, azeda-se, odeia crescentemente.

    Em sua revolta, assim como na de Julião, existe apenas uma atitude pessoal, individualista, egoísta, de quem quer resolver os próprios problemas econômicos, progredir socialmente, sem preocupações classistas. Recebeu apelidos sugestivos como a "tripa velha", "a isca seca", "a fava torrada", "o saca rolhas". O determinismo marca-a, mostrando que não teria possibilidades de um novo destino, o que faz dela um exemplo de personagem negativista, pessimista, retrato do Naturalismo.
  •  Espero que vocês tenham gostado... até o proximo livro chato! kkkk

     

    Os livros mais vendidos no Brasil

    Uma olhada na lista dos livros mais vendidos no Brasil denota o vigor do mercado brasileiro: o primeiro lugar geral é de uma publicação brasileira, e entre os dez primeiros figuram cinco livros nacionais.
    A lista engloba todas as categorias, entre ficção, não-ficção, auto-ajuda, infanto-juvenil e negócios. E, muito embora a tendência é que as posições se mantenham, trata-se de uma listagem parcial, uma vez que o ano ainda não terminou. Vamos aos títulos!

    1) Ágape
    Autor: Padre Marcelo Rossi
    Editora: Globo livros
    Páginas: 128
    Exemplares vendidos em 2011: 511.718







    2) A Cabana

    Autor: William P. Young
    Título Original: The Shack
    Editora: Sextante
    Páginas: 240
    Exemplares vendidos em 2011: 101.286







    3) Querido John

    Autor: Nicholas Sparks
    Título Original: Dear John
    Editora: Novo Conceito
    Páginas: 288 
    Exemplares vendidos em 2011: 87.414







    4) Steve Jobs

    Autor: Walter Isaacson
    Título Original: Steve Jobs: The Exclusive Biography
    Editora: Companhia das Letras
    Páginas: 624
    Exemplares vendidos em 2011: 86.680







    5) A Guerra dos Tronos

    Autor: George R.R. Martin
    Título Original: A Song of Ice and Fire: A Game of Thrones 
    Editora: Leya
    Páginas: 592
    Exemplares vendidos em 2011: 82.075







    6) Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil

    Autor: Leonardo Narloch
    Editora: Leya
    Páginas: 320
    Exemplares vendidos em 2011: 77.104








    7) Diário de uma paixão

    Autor: Nicholas Sparks
    Título Original:  The Notebook
    Editora: Novo Conceito
    Páginas: 256
    Exemplares vendidos em 2011: 71.853







    8) 1822

    Autor: Laurentino Gomes  
    Editora: Nova Fronteira
    Páginas: 352
    Exemplares vendidos em 2011: 70.534








    9) As Esganadas

    Autor: Jô Soares
    Editora: Companhia das Letras
    Páginas: 264
    Exemplares vendidos em 2011: 69.911








    10) Água para Elefantes

    Autor: Sara Gruen
    Título Original: Water for Elephants  
    Editora: Arqueiro
    Páginas: 272
    Exemplares vendidos em 2011: 69.162


    28/08/2012

    Mascar chiclete tem benefícios para a saúde bucal

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    De vilã a parceira, a goma de mascar mostra cada vez mais
    benefícios para a saúde bucal. A versão sem açúcar da guloseima já é apontada por especialistas como coadjuvante da dupla escova e fio dental, uma vez que auxilia na 
    higienização dos dentes, por meio do atrito da mastigação.

     

    Assim, naqueles dias em que a correria impede uma higienização bucal adequada, não é preciso hesitar para lançar mão do chiclete. A maioria das pessoas que faz isso apenas para melhorar o hálito não sabe que, além da goma ajudar a remover os resíduos dos alimentos que ficam na superfície dos dentes, ela estimula o fluxo salivar. Isso faz com que o risco de desenvolvimento da cárie seja diminuído.
    O dentista Sigmar de Mello Rode, da Universidade Estadual Paulista, explica que após as refeições, principalmente após a ingestão de açúcares, o pH da boca é diminuído rapidamente (fica ácido), o que favorece o desenvolvimento da cárie dentária. “O estimulo ao fluxo salivar causado pelo consumo da goma de mascar sem açúcar logo após as refeições, pode neutralizar o pH bucal”, afirma.



    Porém, Sigmar reforça que a escovação, o uso do enxaguatório e do fio dental são os métodos mais eficazes e principais para a higienização bucal. “A goma de mascar é uma ferramenta a mais para a higienização e não deve nunca substituir a escova e o fio dental”.

    Combate contra cáries
    Para quem se lembra da bronca do dentista e dos pais quando viam uma criança mascando chicletes, é difícil de acreditar que agora ele é considerado até um aliado no combate contra as cáries. Isso porque ao mascar uma goma o fluxo salivar é aumentado em até 10 vezes, em resposta aos estímulos gustativos do sabor e mecânico da mastigação.



    Segundo Sigmar, essa saliva estimulada contém maior potencial remineralizante, ou seja, contém mais bicarbonato, cálcio e fosfato. “Com composição química diferente da saliva de repouso, a saliva estimulada consegue repor os minerais que são perdidos nos dentes diariamente, o que os torna menos suscetível ao desenvolvimento de cárie”, diz.

    Tratamentos
    Alguns dentistas resolveram ceder e utilizar a goma de mascar sem açúcar para tratamento de alguns casos.
    - Xerostomia (ausência total da saliva)
    - Mau Hálito – quando a origem do problema está relacionada ao aumento da produção de compostos malcheirosos pela boca, o aumento da salivação proporcionado pela goma é capaz de eliminar ou diminuir esses substratos.



    - Problemas de abertura de boca: a utilização da goma de mascar neste caso pode ter um efeito fisioterápico facilitando a reabilitação da abertura normal da boca.
    - Inflamação dos músculos da mastigação: o uso da goma pode ser benéfico para minimizar a inflamação e reduzir o edema (inchaço) restabelecendo a musculatura mastigatória e auxiliando na recuperação dos movimentos mandibulares.
    - Bruxismo: pode ser adequado o uso de uma goma de mascar para facilitar a diminuição de períodos de tensão e estresse que contribuem para o aparecimento do hábito de ranger os dentes conhecido como bruxismo (hábito noturno) ou briquismo (hábito diurno).

    27/08/2012

    Ampulheta

    Um dos diversos instrumentos que o homem concebeu para medir o tempo foi a ampulheta. Também conhecido por relógio de areia a sua invenção é atribuída a um monge de Chartres, de nome Luitprand que viveu no séc.VIII.
    No entanto as primeiras referências deste tipo de objeto aparecem apenas no século XIV.
    É constituída por duas ampolas de vidro unidas pelo gargalo e de modo a deixar passar a areia de uma para outra num determinado intervalo de tempo através de um orifício.
    Até meados do século XVIII as duas ampolas eram fabricadas separadamente colocando-se entre os gargalos de ambas uma pequena peça metálica com um orifício devidamente calibrado para a passagem da areia. A ligação era feita com cabedal ou uma pinha – um entrelaçado feito com cabo. Para proteger o conjunto era usada uma armação em madeira ou latão.
    Mais tarde as ampulhetas foram feitas de uma só peça de vidro com um orifício para a passagem da areia que podia ser branca ou vermelha, desde que fosse fina, seca e homogênea. A proveniente de Veneza tinha grande reputação. Além de areia também se podia usar cascas de ovo moídas, pó de mármore, pó de prata e pó de estanho calcinado misturado com um pouco de chumbo. Este último aconselhado para as ampulhetas de vinte e quatro horas.
    A vida a bordo era regulada por este instrumento. Existiam ampulhetas para tempos de uma, duas ou mais horas mas as mais usadas eram as de meia-hora também conhecidas por relógio, de boa precisão a ampulheta era no entanto afetada pelos balanços, temperatura – por isso devia ser colocada à sombra – e o alargamento do orifício desgastado pela passagem da areia. Mas quem a manejava era ainda o maior culpado. Um esquecimento, um atraso ao virar ou ainda, e a mais freqüente, motivada pela pressa em encurtar a duração de um quarto fazia que quem estivesse de turno, a virasse antes de esgotar toda areia. Este fato era conhecido entre os marinheiros por comer a areia. Ao virar a ampulheta, o marinheiro tocava o sino; uma badalada às meias horas e pares de badaladas correspondentes à hora de quarto. Um par à primeira, dois à segunda, etc.
    Falta dizer que cada quarto era, e ainda hoje é assim, de quatro horas. Aos quartos da noite também se davam nomes. Das oito da noite à meia-noite era chamado de prima, seguia-se a modorra da meia-noite às quatro e por fim, a alva das quatro às oito da manhã, e o acerto era necessário e fazia-se com o astrolábio ao meio-dia através do sol, quando o tempo o permitisse.
    Para a obtenção da latitude bastavam as tabelas de declinação e a medição da altura do sol. A longitude, até ao séc.XVIII, era obtida por estimativa a partir da distância/rumo percorrida pelo barco. A velocidade necessária para o cálculo era obtida com uma barquinha e uma ampulheta de 30 segundos. Este método era pouco rigoroso para a obtenção daquela coordenada geográfica, e até à invenção do cronômetro no séc.XVIII, para obtenção da longitude, foram pensados vários métodos. Um deles, proposto pelo padre italiano Bruno Cristóvão, professor de astronomia em Coimbra e em Lisboa no início do séc.XVII, usava uma ampulheta de longa duração, marcada com linhas indicando as diversas horas. Acertava-se à saída de um porto e calculava-se a diferença entre as horas do meridiano do local e do meridiano de referência, transformando depois o tempo em arco, tal como se faz hoje. A idéia era perfeitamente correta mas tecnicamente impossível, pois a ampulheta não tinha uma tal precisão.
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